Sérgio Moro percebe cumplicidade de delator com Lula e decide fechar o cerco

Sérgio Moro percebe cumplicidade de delator com Lula e decide fechar o cerco 

Nas próximas semanas, ele voltará a ser ouvido e Moro deve apertá-lo para que forneça detalhes poderosos da intimidade entre os dois.

 

No dia 3 de agosto do ano passado, a procuradora da República Isabel Cristina Croba Vieira anexou ao processo de Lula, onde ele é acusado de receber R$ 12 milhões de propina da Odebrecht, um encontro entre o petista e o patriarca da empresa.

 

Conforme as informações, os documentos que ficaram nas mãos do Ministério Público Federal (MPF) mostram um tipo de pacto de sangue entre Lula e Emílio.

 

A reunião entre eles aconteceu bem no finalzinho do segundo mandato de Lula e foram apresentadas propostas irregulares cabulosas que exterminavam os cofres públicos.

 

Nesses documentos estavam vários beneficiamentos para o petista, como o terreno para o Instituto Lula, um sítio em Atibaia (SP) e R$ 300 milhões que ficariam à disposição do líder do PT para ele fazer o que quiser com o dinheiro.

 

 

Para tentar se explicar, o ex-presidente comentou que Emílio o procurou apenas para poder marcar um dia e conversar com a presidente cassada Dilma Rousseff sobre o governo dela, que começaria o primeiro mandato.

 

No depoimento frente a Moro, Lula se irritou  com as perguntas sobre isso e disse que jamais Emílio repassou qualquer propina para o PT.

 

Lula sabe que viverá terror nos próximos dias. Primeiro, ele terá que enfrentar a decisão do Tribunal Regional Federal da 4° Região (TRF-4) sobre os seus recursos.

 

O petista pode ser preso, ficar inelegível ou criar alguma esperança de entrar com novos recursos contra a condenação proferida por Moro .

 

Após passar o dia 24 janeiro, o magistrado paranaense ainda pode condenar o petista mais duas vezes.

 

 

Uma pelo prédio do Instituto Lula, que supostamente foi comprada com dinheiro de propina e outra pelo sítio de Atibaia.

 

O sítio teria sido reformado com dinheiro irregular da Odebrecht e da Construtora OAS.